quinta-feira, 27 de junho de 2013
sexta-feira, 19 de abril de 2013
O grande Joaquim Barbosa será perseguido, ou paulatinamente execrado, pelos seus próprios colegas e pela classe jurídica como um todo. Sabem por quê? Porque ele é do bem e deseja o nosso bem (digo dos cidadãos de bem). O nome disso é corporativismo do mal; ou máfia dos situacionistas! Adoraria poder fazer alguma coisa para ajudar esse grande homem! Não duvido nada que tentem assassiná-lo. A impunidade está aí mesmo para mostrar que isso não impossível de acontecer. Uma pena que esse nosso país seja tão tacanho e por vezes perigosamente selvagem.
segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013
sábado, 21 de julho de 2012
Bat-Defesa
Bat-Defesa /
A mídia mundial vive mais um frisson, já que vende tragédias e delas depende para sobreviver. Entendo isso. Mas quando um jovem se intitula O Coringa e invade um cinema lotado, onde o novo filme do Batman estreava, e abre fogo contra a plateia, temos de repensar nosso modus vivendi. Ou seja, a sociedade cria seus próprios monstros reais; seres humanos aparentemente inofensivos agindo de maneira desumana. Nos Estados Unidos, que é o país mais democrático do planeta, essas atrocidades estão se tornando quase banais. Dessa vez o protagonista é novamente um jovem, a novidade é que ele é formado em neurociência. Será que nesses tempos loucos, onde a Terra vive uma espécie de transe econômico, seremos obrigados a assistir uma juventude assassina extravasando sua ira?
Entre as vítimas está o próprio Batman; um super-herói de origem inglesa que ganhou o mundo defendendo a sociedade da fictícia cidade Gotam City. O animal em fúria deu as costas para o Batman na tela e fuzilou dezenas de pessoas; a realidade superou mais uma vez a ficção. O Batman é inocente, mas pode se tornar indecente e culpado de alguma forma pela tragédia. Este tipo de comportamento sociopata está ficando cada vez mais normal. A mídia vende mais quando eles, os jovens malucos, entram em ação. Eles são os verdadeiros super-heróis da mídia; ganham fama e notoriedade depois que põem em prática seus planos criminosos. Quem matar mais gente vence a disputa. Este é o país símbolo da democracia capitalista que a cada ano afunda mais e coloca em cheque todo um sistema econômico. Roma está ruindo. Assistimos ao declínio de um império. O cinema não copia a vida – inventa-a; vende ingressos e com sorte ganha publicidade extra graças aos jovens desajustados que resolvem chamar a atenção de toda sociedade mundial. Estamos estarrecidos? Surpresos?
Não. Na verdade estamos felizes por estar vivos? Talvez. O fato é que torcemos para Roma ruir. Vão depositar a culpa no Batman, e isso levará multidões às salas de cinema de todo o mundo. Somos solidários com o super-herói da ficção, e condenamos a realidade hollywoodiana que se manifesta de forma torpe na vida real. Realidade e ficção fazem parte do mesmo complô, e o final não é feliz.
Zeca Fonseca
Niterói, 21-7-2012
sexta-feira, 13 de julho de 2012
Jesuses/
Todos os dias eu me deparo com figuras estranhas nas ruas dessa cidade para lá de grande. São pessoas que estão em outra dimensão, inadaptados ao sistema capitalista no qual vivemos. São mendigos, desempregados, drogados, andarilhos, malucos ou simplesmente um ser humano à deriva. Em geral são homens, mas já é possível ver mulheres com essas características. São Jesuses vagando de um lado para outro dessa cidade fétida e nojenta— cada um carregando sua cruz. Cruzes cortando a plasticidade bucólica do meio social. A prefeitura se sente responsável, por isso recolhe esses pobres coitados e desova em alguma instituição. Nunca fui num lugar desses, mas, a julgar pelo índice de retorno às ruas não devem ser nada confortáveis. Perdoem-me os religiosos e os crentes, mas se aquele Jesus por aqui aparecesse certamente estaria entre esses excluídos; seria mais um a perambular pelas ruas. Jesuses invisíveis aos olhos da gente. Eu me pergunto. Existiu mesmo um Jesus? Até que ponto a ficção é realidade nessa história toda? Qual religião é honesta? Não quero resposta a essas indagações; provocar um pensamento já me satisfaz. Meus escritos não são como sementes na cabeça dos leitores; pelo contrário, parece pesticida trucidando a razão estabelecida.
Zeca Fonseca
Niterói, 11-7-2012
quinta-feira, 28 de junho de 2012
Noite sem fim/
Eu costumava dormir antes de meia-noite. Hoje em dia durmo tarde. Quando não escrevo, assisto televisão – filmes de preferência. Teve uma noite que eu não consegui dormir. As horas iam avançando e eu sem nenhuma ideia para escrever. Na TV não havia nada de bom, e olha que tenho mais de cinquenta canais. Só consegui dormir às cinco e meia da manhã, o dia estava quase clareando. Entrei no quarto sorrateiramente para não acordar minha mulher que dormia desde onze horas da noite passada.
Na manhã seguinte já sabia que ia ganhar bronca, nenhuma mulher gosta que seu marido vire a noite acordado. O fato é que eu sou escritor e às vezes a coisa só sai na madrugada de insônia. Pelo menos torno minhas madrugadas acordado em algo proveitoso.
Se não fosse escritor acho que faria de tudo para dormir na mesma hora que minha mulher, afinal é assim que os casais normais fazem. E quer saber, adoraria ser normal.
As horas passam devagar nas minhas madrugadas em claro.
Depois durmo até umas dez horas da manhã. Tomo café puro e estou pronto para começar um novo dia. Até quando eu vou aguentar essa rotina insalubre?
Zeca Fonseca
Niterói, 21-6-2012
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