Propaganda não é mais, apenas, a alma do negócio. A publicidade agora lida com almas humanas também.
Estava eu perdendo tempo vendo televisão quando aparece na tela uma espécie de propaganda paga, mas não posso afirmar se a TV que exibiu aquele embuste recebeu algum dinheiro ou se cedeu o horário grátis porque é coisa de religião.
A relação das autoridades brasileiras com as infindáveis congregações religiosas existentes no Brasil faz com que nosso país se assemelhe à India, que vê na vaca uma coisa religiosa. As vacas vão se proliferando, e peidando muito também. Estes gases todos vão ajudar a arrebentar com a camada de ozônio assim como várias outras coisas conjugadas.
Não sou contra vaca, por favor. Quero deixar bem claro que adoro leite, manteiga, torresminho, picanha. Não briguem comigo! Só acho que tem vaca e religião demais por aí.
Vocês sabiam que uma religião qualquer dessas que existe aos borbotões não paga nenhum imposto? São sociedades sem fim lucrativo. Mas, deixa tentar entender;
se as religiões não tem fim lucrativo por que fazem propaganda e veiculam propaganda enganosa na TV o tempo todo. Numa forma claramente maldosa de catequização eletrônica.
Naquele tal dia que assisti o anúncio na TV, os textos eram apelativos, do tipo “eu era um drogado”; “traía minha mulher”; “Mas quando entrei para a igreja X minha vida mudou da água para o vinho.” Nesse momento a câmera deu um close no cara todo bonitinho; com a barba feita, quase dando para sentir o cheiro da loção pós-barba que aquela ovelha usava.
Quanta hipocrisia!
Será que eu invento uma igreja também, ou continuo a bombardear com textos este escândalo que ninguém quer discutir. Deve estar rolando muita grana para todas as partes envolvidas. Não pode ser!
Será que o que sobrou de honesto no governo não vai mudar isso?
Aposto que não!
Zeca Fonseca
Petrópolis, 10-1-12
terça-feira, 14 de fevereiro de 2012
segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012
Sou fã de Gisele Bündchen
terça-feira, 7 de fevereiro de 2012
Um ser humano, ou o fast-dead de Paris?


Foi o médico francês Joseph-Ignace Guillotin (1738-1814) que sugeriu o uso deste aparelho na aplicação da pena de morte. Guillotin considerava este método de execução mais humano do que o enforcamento ou a decapitação com um machado. Na realidade, a agonia do enforcado podia ser longa, e certas decapitações a machado não cumpriam seu papel ao primeiro golpe, o que aumentava consideravelmente o sofrimento da vítima. Guillotin estimava que a instantaneidade da punição era a condição necessária e absoluta de uma morte decente. O aparelho serviu para decapitar 2794 "inimigos da Revolução" em Paris.
Guilhotina medieval
Decepção é como uma guilhotina medieval,
vc mal morreu e já vê a cabeça, SUA, rolando!
vc mal morreu e já vê a cabeça, SUA, rolando!
inventei esta palavra hoje (bio-degradante)
Olha gente acabei de inventar uma palavra nova, de cunho crítico/debochado: nossa baía é bio-degradante que vem de degradável e por sua vez de desagradável que é o que os cariocas sentem assim que saem de casa. Alguns nem conseguem sair. É trágico cômico, e acho que farei uma crônica sobre isso agoora!
MAIS DO MESMO: T.S.ELIOT
"O tempo presente e o tempo passado Estão ambos talvez presentes no tempo futuro E o tempo futuro contido no tempo passado. Se todo tempo é eternamente presente Todo tempo é irredimível. O que poderia ter sido é uma abstração Que permanece, perpétua possibilidade, Num mundo apenas de especulação. O que poderia ter sido e o que foi Convergem para um só fim, que é sempre presente. Ecoam passos na memória Ao longo das galerias que não percorremos Em direção à porta que jamais abrimos Para o roseiral. Assim ecoam minhas palavras Em tua lembrança." Excerto de "Os quatro quartetos" 1943
segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012
T.S. ELIOT

Pra quem não conhece o maior poeta inglês de todos os tempos (pra mim) aqui vai o começo de East Coker, de T.S.Eliot:
"Em meu princípio está meu fim. Umas após outras as casas se levantam e tombam, desmoronam, são ampliadas, removidas, destruídas, restauradas, ou em seu lugar irrompe um campo aberto, uma usina ou um atalho. Velhas pedras para novas construções, velhos lenhos para novas chamas, velhas chamas em cinzas convertidas, e cinzas sobre a terra semeadas, terra agora feita carne, pele e fezes, ossos de homens e bestas, trigais e folhas. As casas vivem e morrem: há um tempo para construir e um tempo para viver e conceber e um tempo para o vento estilhaçar as trêmulas vidraças e sacudir o lambril onde vagueia o rato silvestre e sacudir as tapeçarias em farrapos tecidas com a silene legenda. Em meu princípio está meu fim." T.S.Eliot
Seu nome de batismo era Thomas Stearns Eliot.
Nasceu em St. Louis, Missouri, nos Estados Unidos em 26 de setembro de 1888.
Mudou-se para a Inglaterra em 1914 (então com 25 anos), tornando-se cidadão britânico em 1927, com 39 anos de idade. Sobre sua nacionalidade e sua influência na sua obra, T.S. Eliot disse:
"My poetry wouldn’t be what it is if I’d been born in England, and it wouldn’t be what it is if I’d stayed in America. It’s a combination of things. But in its sources, in its emotional springs, it comes from America."
Morreu em Londres em 4 de janeiro de 1965. Vencedor do Prêmio Nobel de Literatura de 1948.
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